Cirurgia ortognática garante vida sem dor

Um total de 37% da população sofre com problemas causados pela posição incorreta dos maxilares, que provoca o prognatismo (queixo para frente) ou retrognatismo (queixo para trás).

Mas a minoria sabe que a cirurgia ortognática, realizada em Mogi das Cruzes, pode mudar sua vida, trazendo de volta a autoestima, com significativa melhora estética e eliminando de vez desconfortos diários, como dores de cabeça, musculares e na ATM (Articulação Temporomandibular), apneia (respiração inadequada durante o sono), desvio de coluna, mastigação incorreta, obesidade, entre outros.

Com ampla experiência na área, o cirurgião bucomaxilofacial Gustavo Tralli é pioneiro e único na Cidade e todo o Alto Tietê a realizar o procedimento, que pode ser feito em ambiente hospitalar. O especialista, que também fez a primeira Artroscopia de ATM (Articulação Temporomandibular) por meio de vídeo em Mogi das Cruzes, trouxe ao Brasil e Região técnicas desenvolvidas pelo cirurgião americano Larry Wollford.

Segundo Tralli, grande parte dos pacientes (70%) que procuram pela cirurgia corretiva das deformidades faciais é mulher, principalmente por questões estéticas. Já os homens representam a minoria e procuram ajuda profissional diante da gravidade e movidos pela parte funcional do problema.

“Desde 2006, quando fiz a primeira cirurgia ortognática na região de Mogi, já foram mais de 150. Mas este procedimento, inclusive de cobertura obrigatória dos planos de saúde, ainda é desconhecido da maioria das pessoas”, destaca Tralli, um dos poucos no país a utilizar o software inédito de planejamento em 3D, que permite ao paciente, antes mesmo de realizar o procedimento, ver com precisão e sob todos os ângulos, como ficará o rosto após a intervenção.

O cirurgião alerta que vários dos problemas decorrentes do prognatismo e retrognatismo, com grande influência na qualidade de vida do paciente, são comumente confundidos com outras doenças. Por isso, aos primeiros sinais, um cirurgião dentista bucomaxilofacial deve ser procurado.

“O diagnóstico preciso é imprescindível. Em mulheres, a cirurgia pode ser feita a partir dos 16 anos e, em homens, esta idade sobe para os 18, após o término do crescimento do esqueleto facial, mas assim que identificado, deve haver acompanhamento profissional constante”, explica, destacando que o tratamento é realizado em parceria com um ortodontista, devido à necessidade de utilização de aparelhos ortodônticos antes e após a cirurgia e, dependendo da situação, também com fisioterapeuta, fonoaudiólogo e psicólogo.

Os avanços no pós-operatório também garantem maior tranquilidade ao paciente. “A cirurgia acontece sempre em hospitais, necessita de anestesia geral e é indolor. O paciente recebe alta no dia seguinte e sai falando e mastigando, no início de forma reduzida, mas após 10 dias, estas funções são alcançadas em sua plenitude. Em até 12 dias, depois de repouso absoluto, ele já pode retomar suas atividades e recupera de 80% a 90% a condição física”, explica Tralli, que também faz parte da equipe do cirurgião Marcos Pitta, um dos precursores desta área no Brasil, e pelo menos uma vez ao ano viaja ao Exterior em busca de atualização sobre novas técnicas, principalmente na área de ATM.

Já a Artroscopia da ATM é um procedimento minimamente invasivo, com acesso de 1,9 milímetro, no qual o paciente deixa o hospital no mesmo dia, sendo que até cinco dias depois, o aspecto do rosto já é normalizado e, em uma semana, ele retoma 100% de suas condições físicas, com qualidade de vida e, principalmente, sem a dor que impede em vários casos práticas cotidianas como morder frutas e alimentos de consistência mais firme.

Matéria O Diário – 27/04/2014