Cirurgia Ortognatica garante vida nova

Vida nova. É assim que se sentem os pacientes submetidos à cirurgia ortognática para correção da posição incorreta dos maxilares, que provoca o prognatismo (queixo para frente) ou retrognatismo (queixo para trás). A solução definitiva e acessível para o problema – já que os planos de saúde são obrigados a cobrir o procedimento – resulta em melhoria significativa estética, funcional e, principalmente, na qualidade de vida, já que problemas como dores de cabeça, ouvido, musculares e na ATM (Articulação Temporomandibular), apneia (respiração inadequada durante o sono), ronco, desvio de coluna, mastigação incorreta, obesidade e outros são eliminados.

Há ainda ganhos psicológicos, com elevação da autoestima e autoconfiança, que refletem em benefícios em diversos setores, inclusive no profissional e no relacionamento interpessoal. Além disso, a mudança na fisionomia, do ponto de vista funcional, garante o correto encaixe dos dentes e, como consequência, a melhoria na mastigação e nas funções digestiva e respiratória.

Estes benefícios são vivenciados pela comerciante Jaciara Nogueira da Silva, 26 anos, que mora e trabalha na cidade de Boa Esperança, em Minas Gerais, e veio a Mogi das Cruzes para se submeter ao procedimento com o cirurgião bucomaxilofacial Gustavo Tralli, por indicação de uma amiga. Ela fez a operação no dia 23 de janeiro e já percebe os resultados positivos.

“Nunca gostei do meu rosto, não tirava fotos, não sorria e tranquei o curso na faculdade porque não conseguia apresentar trabalhos na frente da sala. Agora, minha autoestima está em alta e mesmo tendo feito a operação recentemente, vejo a diferença. Converso com as pessoas olhando para elas e sem vergonha do meu rosto. Até me perguntam se fiz cirurgia plástica. Também retomei o curso superior. As dores de cabeça e na coluna, que já me levaram ao neurologista, sumiram. Fazer a cirurgia foi algo de Deus”, diz ela, que tinha prognatismo.

Quem também destaca os benefícios do procedimento para correção da posição dos maxilares é a analista financeira Cristiane Oliveira Silva, 25 anos, que reside e atua em Itaquaquecetuba, e tinha a maxila para trás e a mandíbula para frente. Desde 15 de dezembro do ano passado, ela viu sua vida mudar, após a cirurgia.

“Agora tenho qualidade de vida, posso respirar e mastigar melhor, não ronco mais e nem sinto dores nos ossos da face e na cabeça. Em 15 dias retornei ao trabalho, com rendimento muito melhor porque não tenho mais que sair para ir ao médico devido às fortes dores de cabeça e na face, e com 1 mês voltei a comer normalmente. Hoje me aceito mais e me acho bonita. Os ganhos foram estético, funcional e na autoestima”, revela.

Aos 19 anos, a operadora de telemarketing Carla Gomes de Oliveira, que mora e trabalha em Calmon Viana, também comemora os resultados da cirurgia para correção do prognatismo, realizada em 12 de fevereiro. “Se soubesse tinha feito muito antes. As melhorias são visíveis não só na estética, mas principalmente na autoestima, no formato do nariz e da boca. Antes, eu não tinha nem bochecha. Agora, tudo está bem melhor. Com isso, melhorou meu relacionamento com as pessoas, já que por causa do problema, não gostava de sorrir. Hoje faço isso com tranquilidade. Melhorou o sorriso e as dores de cabeça, ouvido e costas desapareceram”, conta.

Outra beneficiada é a auxiliar administrativa Viviane de Carvalho Ferreira Léo, 40 anos, que reside e trabalha em Mogi. Ela passou pelo pela cirurgia de correção do retrognatismo há dois meses. “Acompanhando os resultados de outras pacientes, que foram espetaculares, tomei coragem e fiz a operação. Tudo melhora, até mesmo os problemas na coluna, dores de cabeça e ouvido, além da mastigação”, conta.

Segundo Tralli, que realiza a cirurgia em ambiente hospitalar, os pacientes passam a respirar, se alimentar e dormir melhor. “Ela necessita de anestesia geral e é indolor. A pessoa recebe alta no dia seguinte e sai falando e mastigando, no início de forma reduzida, mas em 12 dias, estas funções são alcançadas em sua plenitude. Em até 12 dias, após repouso absoluto, ela já pode retomar as atividades e recupera de 80% a 90% a condição física”, finaliza Tralli.

Matéria 26/04/2015 – O Diário de Mogi